terça-feira, 31 de julho de 2007

AS FOTOS

Para muitos pode parecer (e será que não é mesmo?) um misto de foleirice e parolismo levar uma máquina fotográfica para um casamento. Se há alguém que foi encarregue e está a ser pago para fazer aquilo (tirar fotos e não ser o mestre de cerimónias como alguns pensam que são) para quê os convidados se darem ao trabalho de levar uma máquina para tentar fazer, de forma amadora, a sua reportagem.
E lá andam eles (os amadores!), às aranhas, durante o casório e durante o copo de água a tentar organizar as pessoas (passa tu para ali, agora outro sorriso, tira a mão daí) para tirar umas fotos que não vão passar de alguns (poucos) álbuns pessoais, mas que, na altura parecem estar a roubar imenso tempo, principalmente quando de forma chata se interrompe o momento mais bonito da cerimónia: o copo de água……
Sinceramente considero que este é um dos casos que small is beautiful ( e sei o risco que corro ao pronunciar estas palavras !!!!!!!!). Quem tira as fotos não é o Senhor XPTO (normalmente com um grande nome artístico como Florêncio Silva ou Roberto Caldeirão) mas sim os Ruis, os Ricardos, os Tiagos e os Hugos que vão ao casamento, pessoas normais para quem aquele dia tem verdadeiramente um significado único e especial. Pessoa que querem gravar memórias em imagens de alegria, boa disposição e muita emoção. Aquele que vivem realmente o casamento e que, sempre que poderem, vão passar os olhos por aquelas imagens e recordar tudo o que neles ficou condensado nesse dia. Pessoas para quem aquele casamento não é simplesmente mais um……
Para mim as fotos são memórias, memórias de um dia, de uma época, de uma pessoa (por isso gosto tanto de tirar fotos às pessoas de quem gosto!!!)…pois às vezes são tudo o que nos resta para nos podermos lembrar do que fomos e assim compreendermos o que somos…..pois quem não tem memória acaba por viver na escuridão do ser efémero.
Ainda noutro dia fui visitar uma colega que teve recentemente um lindo bebé e, para além da sua luz de extrema alegria natural, ela revelava também uma enorme preocupação em ir escrevendo tudo sobre o bebé para que o Martim, no futuro, pudesse ver os seus primeiros dias, conhecendo-se um pouco melhor, tal como a mãe dela tinha feito com ela….e acreditem que estar a ver um álbum de bebé de uma mãe que tem o filho ao colo provoca, mesmo aos mais insensíveis, um sentimento de harmonia interior, e um leve sonhar daquilo que (quase) todos achamos devia ser o mundo….se tudo fosse assim tão simples e tão bonito……

1 comentário:

Marlene G. disse...

Felizmente que alguns amadores meio parolos (lol) tirarm fotos! essas sao sempre as melhores, as que captam o que se viveu, as que fazem lembrar as conversas, as piadas, as gargalhadas! :)) E 200 e tal fotos é de pro!