Uma das grandes tradições dos casamentos tugas é a peregrinação da igreja até ao local do copo de água. Naturalmente que neste casamento não houve qualquer quebra e assim alguns convidados percorreram Viana do Castelo em cortejo.
E digo alguns pois houve outros que, perante o calor que se fazia sentir, resolveram ir a um cafézinhho beber uma cerveja. Assim sendo e, sem pressas, matámos a sede e fizemos uma mentalização para o banquete que se seguiria.
Nada de anormal não fosse o facto de nenhum de nós ter uma real noção de onde seria o copo de água. Ficámos com a ideia que tínhamos que ir pela estrada nacional até Vila Praia de Âncora, pelo que fomos, em fila indiana, passando por localidades como a Meadela, Santa Marta de Portuzelo e um monte de outras que nunca tinha ouvido falar. Já cerca de meia hora depois resolve-mos tentar saber se estávamos bem. Sim, porque o instinto de António Braga dizia-lhe que não estávamos correctos. Tentava contactar os seus amigos (enquanto guiava...mas já com o cinto de segurança!) mas sem sucesso. O pior pesadelo tornou-se realidade: estávamos perdidos...antes do copo de água!!!!
Já antes, o casal Teixeira tinha demonstrado um tremendo sentido apostólico ao regressar a Viana (pela estrada onde estávamos perdidos!!!) para ir buscar a Eduarda que, depois de muitas cervejas, andava a aterrorizar a cidade circulando nas rotundas em sentido contrário!
O cenário era desolador!
Foi por essa altura que José Miguel Amaral salvou o dia com precisas indicações que nos conduziram ao local. O seu sangue frio contrastou com o nosso desespero e lá nos indicou que deveríamos entrar na A27 e fazer os 40 kms até ao destino.
Acabámos por chegar, já a procissão ia no adro, mas ainda a tempo de provar os deliciosos petiscos colocados à nossa disposição.
Aí, alguns dos mais esfomeados (não eu, claro!) rapinaram todas as mesas quais hordes de tribos vândalas vindos das estepes mais frias, tal a velocidade e eficiência do ataque! Parecia uma invasão. Foi presunto, croquetes, picanha (estava óptima!!!), oeur d'euves, salsichas, chouriço, mini pizzas, vinho e mais que houvesse."Retreat!!!" gritaram desesperadamente os empregados tentando salvar o restante procurando, sem sucesso, rapidamente limpar as mesas.
Não ficaria bem comigo próprio se aqui não destacasse a habilidade da Diplomacia Teixeira que sensacionalmente conseguiu arranjar uma pratada de camarões quando as mesas já estavam vazias e que acabou por fazer as delícias dos que chegaram atrasados. Quem sabe, sabe....
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2 comentários:
As entradas tavam deliciosas... E o vinho entao!! lol E há que o dizer... a vossa entrada (a dos atrasados!) foi em grande! ;) Bjs
Fui um autêntico GPS! Lol... Zé Miguel
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